
Rafaela participa do livro Nossa Voz tem Força, parte do projeto Desafio a minha Voz.
O sistema não está preparado para nós. Rafaela Uchoa, advogada que atua nas áreas cível e trabalhista, contou para nós sobre o drama da maternidade e a ascensão profissional. “No meu dia a dia, procuro estar próxima dos clientes, entendendo as histórias por trás de cada processo e buscando soluções justas e práticas. Gosto de pensar na advocacia não só como técnica, mas também como uma forma de acolher e transformar realidades”, afirma Rafaela.
Pós-graduada em Direito e Processo do trabalho, Direito Constitucional e Digital, Uchoa superou seus desafios conciliando a maternidade precoce com os estudos. Vitoriosa, se formou em Direito. Apreciadora do mar e do pôr do sol, se intitula mulher de fé, acreditando na força da mulher como grande pilar para a transformação. Conta que o processo de escrita do capítulo do livro Nossa Voz tem Força foi construído aos poucos, com muito cuidado e verdade, contando sua trajetória enquanto mãe adolescente.
Se tornar mãe na adolescência foi um grande desafio, porque tive que amadurecer muito rápido. Ao mesmo tempo em que enfrentava inseguranças típicas da idade, precisei assumir responsabilidades que mudaram completamente a minha vida. Não foi fácil conciliar estudo, maternidade e todos os julgamentos externos, mas hoje vejo que essa experiência me deu resiliência, foco e uma força que carrego até hoje, tanto na vida pessoal quanto na profissional.


Com grande foco na área do trabalho, Rafaela faz defesas de grandes empresas e também atua em favor dos trabalhadores. “O que me dá um visão mais completa da relação trabalhista, isso me ajuda a compreender os dois lados e buscar soluções mais justas e equilibradas”, destaca.
Apesar de Rafaela não ter planos para um livro solo, pretende continuar escrevendo e participando de iniciativas como as da Nossa voz tem Força. Diz que a primeira experiência com o livro foi enriquecedora e quer participar do segundo volume. “Acredito que compartilhar histórias nesse formato coletivo traz uma força ainda maior, pela união de vozes femininas diferentes, e eu me sinto muito motivada a continuar fazendo parte disso”, disse em entrevista.
Sua história foi repleta de desafios e julgamentos externos. Um deles foi ter que enfrentar tudo praticamente sozinha.
Minha mãe mora em São Paulo, eu não tinha parentes por perto, então precisei me virar desde cedo, assumindo responsabilidades muito grandes. Conciliar a maternidade com os estudos em Direito exigiu muita disciplina, renúncia e força emocional.
Houve momentos de cansaço e de insegurança, mas a cada fase superada, a cada degrau vencido, eu me sentia mais forte. Essa trajetória me ensinou a ter resiliência e a acreditar que, mesmo quando parece impossível, a gente é capaz de seguir em frente e conquistar os nossos objetivos.
Rafaela diz para as adolescentes que foram mães não desistirem delas mesmas. “Sei que ser mãe na adolescência é um desafio enorme, ainda mais quando parece que tudo está contra, mas cada fase é superável. Busquem apoio onde for possível, mas, acima de tudo, confiem na própria força.
É importante entender que os obstáculos não anulam os sonhos pelo contrário, eles podem se tornar combustível para seguir em frente. Eu mesma vivi muitas dificuldades, mas aprendi que, com coragem, disciplina e fé, a gente consegue transformar os desafios em degraus de crescimento.”
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