A homofobia como motivação: um crime de ódio no Campus

Foto: Letícia Mariana
Foto: Letícia Mariana

Um incidente abalou a comunidade universitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na última quinta-feira (14/08), durante um evento tradicional que ocorre às quintas-feiras no DCE da UFRJ, localizado no campus da Praia Vermelha. Um rapaz foi agredido com um rodo, sofrendo ferimentos na cabeça que exigiram pontos. A vítima e testemunhas acusam que a agressão foi motivada por homofobia, levantando sérias preocupações sobre a segurança e o respeito à diversidade dentro da instituição. A vítima, que precisou ser prontamente atendida e levada a uma unidade de saúde, recebeu pontos na cabeça devido à gravidade dos ferimentos.


O que torna este incidente ainda mais alarmante é a acusação de que a agressão foi motivada pela orientação sexual da vítima. A homofobia, infelizmente, ainda é uma realidade presente em diversas esferas da sociedade, e sua manifestação dentro de um ambiente universitário, que deveria ser um bastião de tolerância e diversidade, é particularmente preocupante. A homofobia não apenas causa danos físicos e emocionais às vítimas, mas também dissemina medo e insegurança em toda a comunidade. A UFRJ, como instituição pública de ensino superior, tem o dever de garantir um ambiente seguro e acolhedor para todos os seus estudantes, independentemente de sua orientação sexual, identidade de gênero, etnia, religião ou qualquer outra característica. Este incidente serve como um doloroso lembrete da necessidade contínua de combater o preconceito e promover a inclusão de forma ativa e contundente.

A UFRJ informou que não recebeu o boletim formalmente e reforça que possui uma política institucional de combate à LGBTfobia, ao racismo e ao assédio.

Jéssica Gonçalves, 19 anos, é estudante de Jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Autista, cria conteúdo no TikTok sobre vivências neurodivergentes, acessibilidade e questões sociais. Apaixonada por literatura brasileira, acredita na escrita e na comunicação como formas de resistência e transformação.

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